sexta-feira, 19 de junho de 2009

Office of the Historian Announces New Website: www.history.state.gov

Office of the Historian Announces New Website: www.history.state.gov
Office of the Spokesman
Washington, DC
June 18, 2009


The Department of State is pleased to announce the official unveiling of the Office of the Historian’s new website: www.history.state.gov.

The new website boasts greater accessibility and searching within the Foreign Relations of the United States documentary series. It currently offers both textual and facsimile copies of Foreign Relations volumes from the Kennedy Administration through the Nixon-Ford administration. The Office plans to continue to digitize older volumes and eventually house all of the Foreign Relations volumes on its website. The website also contains updated sections on the history of the Department of State, biographies of notable diplomats, and an in-depth timeline of United States diplomatic milestones. The Office’s educational curriculum guides are also downloadable from the website. The Office hopes that through its enhanced presentation and organization, the new website will become the preeminent online resource for U.S. diplomatic history.

domingo, 24 de maio de 2009

O que significa ser diplomata?

Seguem abaixo algumas passagens célebres sobre o ofício diplomático:

1) "Diplomacy: The patriotic art of lying for one's country."

Ambrose Bierce


2) "A diplomat... is a person who can tell you to go to hell in such a way that you actually look forward to the trip."

Caskie Stinnett, Out of the Red (1960)


3) “Para enganar um diplomata fale a verdade. Ele não tem experiência com ela."

Provérbio grego


4) “A diplomat's life is made up of three ingredients: protocol, Geritol and alcohol.”

Adlai E. Stevenson

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Ensaio-manifesto por um paradigma autenticamente brasileiro das Relações Internacionais

A instituição do curso de Relações Internacionais no Brasil é relativamente recente, datando de 1974, com a formação do primeiro curso na Universidade de Brasília (UnB). Não obstante, durante esses 35 anos formou-se uma massa crítica nos circuitos militares, diplomáticos e acadêmicos, que passou a exercer pressão social para a construção de uma teoria das Relações Internacionais sob o prisma brasileiro. Apesar disso, a preponderância do tradicional debate anglo-saxão entre idealismo e realismo – só atualmente animado pelas contribuições de paradigmas emergentes, como o construtivismo, por exemplo – de certa forma sufocou uma produção teórica autóctone, configurando o que Amado Luiz Cervo chamou de “pensamento sem teoria”.

Como ponto de partida para a ereção de um paradigma autenticamente brasileiro das Relações Internacionais, podemos considerar os seguintes elementos, que podem perfeitamente se juntar a muitos outros, dependendo das escolhas metodológicas de cada estudioso:

• o “acumulado histórico” da diplomacia brasileira (o pacifismo, o juridicismo, o realismo/pragmatismo etc.) conforme Cervo o concebe;

• as teses geopolíticas formuladas no Brasil e para o Brasil por pensadores como Therezinha Castro e Golbery do Couto e Silva; e

• a condição de “dependência” estrutural latino-americana, de acordo com as teses de Celso Furtado e Theotonio dos Santos, para quem o país encontra-se na periferia do sistema mundial do capitalismo devido às assimetrias históricas do comércio e da economia internacionais.

Enfim, o status do Brasil como “potência média” e como pólo economicamente emergente dentro de um sistema internacional de tendência multipolar torna pedra angular a formação de uma teoria brasileira das Relações Internacionais. Só ela legará aos tomadores de decisão brasileiros uma perspectiva em consonância com a nossa realidade nacional, com o objetivo último de formular uma política externa defensora dos interesses nacionais em uma “era dos gigantes”, como diria Samuel Pinheiro Guimarães.

sábado, 9 de maio de 2009

Evento: Conferência Internacional Conjunta ISA-ABRI - "Diversidade e desigualdade na política mundial"

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL CONJUNTA - "Diversidade e desigualdade na política mundial"

COORDENADORES GERAIS: JOÃO PONTES NOGUEIRA (PUC – Rio) e KAREN A. RASLER (Indiana University)


Organização: International Studies Association (ISA) e Associação Brasileira de Relações Internacionais (ABRI)


Realização: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC – Rio)Instituto de Relações Internacionais


Cidade: Rio de Janeiro, RJ, Brasil


Data: 22-24 de julho de 2009


Local: Campus da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC – Rio)

As profundas mudanças ocorridas no sistema internacional com o fim da Guerra Fria alimentaram esperanças de um mundo mais integrado, pacífico e próspero. No entanto, em seu lugar, surgiram conflitos permeados por segmentações culturais, étnicas e religiosas apontando uma nova e perigosa dinâmica no sistema internacional. Permanecem, contudo, dúvidas importantes se soluções positivas para esses conflitos podem ser oferecidas pelas instituições multilaterais com base em um consenso crescente sobre os valores básicos e fundamentais da sociedade internacional. Ao mesmo tempo, a globalização da economia política internacional falhou em difundir um crescimento econômico mais justo e a incorporar sociedades mais pobres ao mercado mundial, conforme alguns entusiastas haviam previsto anteriormente. A crescente tomada de consciência sobre tais desigualdades sociais na política global justifica expectativas de que a questão permaneça uma prioridade na agenda das instituições multilaterais num futuro próximo e de que o progresso se dê gradativamente.

Enquanto isso, questões de diferenças étnicas e de identidade se cruzam com desigualdades sociais e econômicas em um número crescente de conflitos contemporâneos. Sem reduzir uma coisa a outra, um número cada vez maior de acadêmicos de RI consideram os aspectos culturais da política uma das explicações para a exclusão da maioria da população mundial em relação aos benefícios trazidos pelo desenvolvimento econômico. Outros acadêmicos, no entanto, focam nas dimensões estruturais associadas aos ambientes material e institucional como uma das razões para o crescente conflito dentro e entre países e regiões, em termos religiosos, étnicos e culturais. Na América Latina, por exemplo, mudancas politicas recentes em alguns países demonstraram o papel das identidades políticas de populações marginalizadas, como os indígenas, na reestruturação dos estados e suas economias. Este encontro tem como objetivo promover futuras discussões que explorem as questões da diversidade e desigualdade por meio de enquadramentos analíticos integrados.

Outro tópico central deste encontro é analisar como os desdobramentos da política internacional depois de 2001 contribuíram na formação de processos que fragmentaram o sistema internacional em visões de mundo competitivas e produziram profundas e desestabilizadoras assimetrias de poder. Por exemplo, um número crescente de pesquisadores e especialistas têm abordado os desafios da ordem e justiça mundiais reafirmando a necessidade de tratar as desigualdades nas relações Norte-Sul e defendendo alianças alternativas Sul-Sul que busquem o equilíbrio com uma única superpotência. Além disso, os novos dirigentes políticos têm enquadrado o problema da diversidade e pluralidade na política mundial como uma oportunidade para contestar a universalidade das instituições democráticas e liberdades individuais ao estilo ocidental. A forma como e por que essas questões têm surgido na comunidade global constitui uma importante área de pesquisa.

Como campo, as Relações Internacionais se expandiram consideravelmente para além de sua região norte-americana. Um número crescente de estudiosos, instituições acadêmicas e associações surgiram nas últimas duas décadas, dando início a um processo gradual, apesar de ainda desigual, de inclusão de contribuições provenientes de diversas partes do mundo, aos debates da disciplina. Esse processo se reflete na significativa internacionalização das convenções anuais da ISA, na criação da World International Studies Committee (WISC) e na organização de um número cada vez maior de conferências internacionais e regionais – todas as quais contribuíram para um animado intercâmbio entre acadêmicos do mundo inteiro.

A conferência conjunta da ISA/ABRI é a primeira deste tipo na América do Sul e tem como objetivo principal estimular o intercâmbio entre acadêmicos latino-americanos e a comunidade global da área de estudos internacionais. Além de incentivar uma forte representação regional, este encontro é também uma oportunidade para a participação de acadêmicos caribenhos e africanos.

Texto retirado e adaptado de http://www.isanet.org/rio2009.

Mais informações no Blog Oficial do Evento e no site da ABRI.

domingo, 26 de abril de 2009

Algumas reflexões sobre a concepção do sistema internacional para Henry Kissinger

Em artigo publicado no Washington Post em 22 de abril, o ex-Secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger expôs a sua análise da política externa do Presidente Barack Obama em seus primeiros 100 dias de governo, tratando especificamente dos desafios relacionados ao Irã e à Coreia do Norte (e, por extensão, ao regime de não-proliferação nuclear).

Contudo, o mais interessante do artigo são suas previsões a respeito do sistema internacional (SI). Lá, Kissinger (que é considerado um dos grandes expoentes da vertente realista da Teoria das Relações Internacionais) sintetiza toda a concepção do SI que já havia abordado ao longo de seu célebre livro Diplomacy -- especialmente no primeiro capítulo, em que contrapõe as visões norte-americana e europeia do SI. Segundo suas previsões, o SI das primeiras décadas do século XXI terá vários Estados com "poderes" (ou "capacidades" como querem os neo-realistas) relativamente nivelados, que partilharão as responsabilidades da manutenção da ordem mundial. Até aqui, nada de muito original, pois não é preciso grande exercício profético para perceber que o SI está caminhando rumo à multipolaridade. No entanto, a diferença está na comparação histórica que Kissinger faz entre o possível SI do século XXI e o Concerto Europeu pós-napoleônico. Esta análise, embora ocupe somente algumas linhas do referido artigo, pode ser aprofundada a partir do que Kissinger abordou em Diplomacy.

Eu tive a oportunidade de conhecer Henry Kissinger pessoalmente durante uma conferência internacional sobre o bicentenário das relações diplomáticas entre Rússia e Estados Unidos, que aconteceu em Moscou em novembro de 2007. Na palestra magna que proferiu na Spaso House -- residência do embaixador norte-americano na Rússia, que na ocasião era William J. Burns, hoje Subsecretário de Estado para Assuntos Políticos, o número 3 na hierarquia do Departamento de Estado --, Kissinger falou de sua experiência no trato com os soviéticos e compartilhou suas reflexões a respeito do SI. Perguntei-lhe se, em linhas gerais, o SI das próximas décadas se assentaria sobre bases predominantemente econômicas ou cultural-civilizacionais. Após um aparente embaraço inicial, o qual ele resolveu asseverando que se tratava de sua opinião pessoal (e não uma opinião do ex-funcionário do Departamento de Estado e muito menos um posicionamento do governo dos EUA), Kissinger disse, entre outras coisas, que aspectos políticos seguirão sendo importantes no mundo do futuro, exemplificando que mecanismos como a sanção a um determinado Estado (como o embargo dos EUA a Cuba) continuarão a ser um fator impeditivo para o aprofundamento da interdependência econômica.

sábado, 21 de março de 2009

Futebol e Nacionalismo - II

Gostaria de compartilhar alguns comentários adicionais sobre a relação entre o futebol e o nacionalismo, assunto que iniciei ontem.
Na postagem anterior, relatei o episódio em que torcedores russos fizeram uma provocação a seus homólogos suecos relembrando uma grande vitória militar de seu país, ocorrida há três séculos. É incrível como o orgulho nacional de um povo pode sustentar uma memória histórica tão sólida e vasta! Penso se algo parecido poderia acontecer no Brasil. É como se nós hasteássemos um gigantesco retrato do Almirante Barroso em uma partida contra o Paraguai, relembrando aos paraguaios a vitória brasileira na Batalha do Riachuelo (1865); ou, ainda, é como se nós desfraldássemos, em pleno estádio Maracanã, uma cópia (em tamanho natural) do óleo sobre tela de Victor Meirelles retratando a Batalha dos Guararapes (1648/1649) em um jogo contra os holandeses.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Futebol e Nacionalismo

Como apaixonado por futebol e pelas Relações Internacionais que sou, acabo por inclinar-me naturalmente ao estudo das relações entre estes dois elementos aparentemente incompatíveis (futebol e RI's). Em outras palavras, busco as dimensões em que o futebol deixa de ser um jogo disputado por 22 jogadores e se torna sociologia, história, política, economia e cultura. Não tenho dúvidas de que voltarei a este tema em um futuro próximo, mas hoje tratarei especificamente das interações entre o futebol e o nacionalismo.
Não é preciso ler as obras de Ernest Gellner e Benedict Anderson para perceber que os estádios são um canal de transmissão de nacionalismos. Neste sentido, engana-se quem acha que o futebol -- e, por extensão, o esporte -- pode ser separado da política e também do nacionalismo. Os exemplos da simbiose entre o "esporte bretão" e o nacionalismo abundam ao longo da História, tendo servido de instrumento de legitimação para regimes políticos como os de Hitler, Mussolini, Franco, entre muitos outros, não esquecendo jamais do Brasil de 1970 e da Argentina de 1978. Além disso, foi por meio do futebol que sentimentos nacionalistas longamente reprimidos foram liberados: basta lembrarmos do papel que o FC Barcelona e o Athletic de Bilbao representam para as comunidades catalã e basca, respectivamente.
Eu poderia cansá-los com mais uma dúzia de exemplos, mas me limito a relatar um acontecimento que muito me surpreendeu no ano passado. Foi ao assistir ao jogo entre Rússia e Suécia, na Eurocopa. Quando da execução dos hinos nacionais, os torcedores russos desfraldaram uma gigantesca bandeira com o retrato do tsar Pedro, o Grande. Creio que esta cena, riquíssima em seu significado, passou despercebida à esmagadora maioria dos telespectadores, mas não aos russos e suecos de maior bagagem cultural. Tal bandeira lembrava aos suecos da vitória russa na Batalha de Poltava de 1709, decisiva para o desfecho da Grande Guerra do Norte em favor dos exércitos de Pedro.
Naquele exato momento, convenci-me de que futebol é, antes de tudo, história e cultura. Que não me deixem mentir os presentes ao Estádio Tivoli Neu, em Innsbruck, na Áustria, que por sinal assistiram a outro triunfo da Rússia sobre os suecos.
Crédito da Foto: Anton Denisov, RIA Novosti.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Sugestões Luso-Brasileiras - I

A partir de hoje passaremos a postar sugestões de blogs, sítios, revistas e outros canais para o aprendizado e debate dos temas internacionais.
Nesta postagem, percorremos o mundo luso-brasileiro para trazer um pouco do "estado da arte" das Relações Internacionais -- algumas das sugestões já encontram-se no item "Sítios Relevantes" deste blog:

1) InfoRel (http://www.inforel.org/) = sediado em Brasília, é especializado em temas relacionados à política externa brasileira e defesa nacional. O veículo, que completará cinco anos em 2009, é bastante aberto para artigos e análises de acadêmicos (o próprio autor deste blog começou sua trajetória acadêmica com publicações no InfoRel). Os seus editores têm um bom relacionamento com a comunidade diplomática de Brasília, assim como com o Ministério da Defesa e das Relações Exteriores.

2) Jornal Defesa e Relações internacionais (http://www.jornaldefesa.com.pt/) = fundado por militares portugueses, este jornal tem uma ênfase muito clara nas questões de segurança, principalmente a OTAN. Também é aberto a contribuições, que são imediatamente incluídas no site. O jornal vem estreitando o relacionamento com os brasileiros -- a participação de autores deste lado do Atlântico é cada vez mais freqüente.

3) Radar do Sistema Internacional (http://rsi.cgee.org.br/) = produzido pelo Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio, reúne diversos materiais sobre quatro eixos temáticos (Direitos Humanos, Integração Regional, Segurança Internacional e Economia Política). Talvez seja um dos locais onde está a maior concentração da produção brasileira em temas internacionais.
4) O Debatedouro (http://www.odebatedouro.org/) = criado por estudantes mineiros de Relações Internacionais, publica análises de altíssima qualidade, até mesmo sobre os mais avançados debates teóricos da disciplina.

5) The Economist, "O mundo em 2009", edição Dezembro/08-Janeiro/09 = a edição brasileira, licenciada para Carta Capital, saiu com uma seção especial sobre Meio Ambiente e com vários artigos sobre os mais variados assuntos que poderão ter importância em 2009. É interessante ver como praticamente todas as áreas do globo estão cobertas com pelo menos uma matéria da revista. The Economist é uma das poucas publicações que possui a coragem -- ou a "pachorra", como diriam alguns -- de estabelecer prognósticos para o ano vindouro. Dou uma dica: guarde a revista com carinho até 1º de janeiro de 2010, não só por sua qualidade, mas para ver o grau de acerto de suas previsões. Não tenho dúvidas de que será divertido.

Convidamos os leitores a postarem mais sugestões nos comentários!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Sobre países e animais

Sobre países e animais

Dentro do processo de criação de uma nação, é fundamental que ela esteja fundada em um conjunto de mitos e símbolos (verdadeiros ou inventados) que dêem coesão social e sentimento de pertencimento a ela. Entre eles podemos citar hinos, brasões, canções e heróis. Esquece-se, entretanto, da figura do animal nacional, ou seja, um bicho que corporifique todas as virtudes (e defeitos) atribuídas à nação em questão.

A tarefa de atribuir-se um animal à nação não cabe, porém, a legislações e editos governamentais - não existe artigo na Constituição Francesa que fale que o galo é o símbolo nacional, por exemplo. Encarrega-se dela a cultura popular, principalmente jornais e cartuns, que acabam criando um imaginário popular que nos leva automaticamente à associação entre países e animais.

Logo, a Rússia é o urso, os Estados Unidos são a águia, o Reino Unido é o leão, a França é o galo, o Irã é o gato (o persa), a Itália é o lobo, a Austrália é o canguru, a Nova Zelândia é o kiwi (o pássaro, não a fruta!) e a China é o dragão ou o panda.

Interessante é notar como os países herdeiros de grandes impérios geralmente possuem como animal nacional um bicho que não faz parte de sua fauna. Reino Unido, Holanda e Bélgica possuem como "mascote" o leão, a fim de demonstrar a extensão de seus (finados) impérios e associar-se às qualidades do animal, especialmente a força.

Tigres, lhamas e condores são os animais nacionais de determinadas regiões do mundo. Os tigres estão presentes no Sul e Sudeste Asiáticos, as lhamas os condores na América do Sul.

Agora resta saber qual é o animal nacional do Brasil. Arara, jaguatirica? Qual outro? Será que não sabemos ainda por causa de nossa sortida fauna ou por que não temos as características da brasilidade?

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Essa é para quem acha que RI não é divertido!

Essa é para quem ainda acha que as RI's não têm graça.

Com um quê de teatralidade planejada sovieticamente, saiu hoje à tarde a notícia de que Vladimir Putin, que ainda não sabe se é presidente ou primeiro-ministro da Rússia, atirou um dardo tranqüilizante em um tigre siberiano que rondava jornalistas que o observavam -- quem ameaçava mais os jornalistas: Putin ou o tigre?

Há boatos de que o tigre tenha fugido do circo de Tbilisi, capital da Geórgia, em conseqüência da guerra. Chechênia, Litvinenko, Geórgia, o coitado do tigre... quem será agora o alvo da mira certeira da AK-47 de Putin?