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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O URBI ET ORBI PERGUNTA: o que achou da prova de RI do ENADE?

A prova do ENADE foi realizada hoje (domingo, 08 de novembro de 2009) por estudantes de vários cursos de graduação -- incluindo RI -- em todo o Brasil.

Envolvido no monitoramento do ensino e pesquisa em Relações Internacionais no País, o blog Urbi et Orbi está interessado em saber a impressão de todos os (futuros) analistas internacionais que fizeram ou leram a prova
(para ter acesso a ela, clique aqui):

1) Qual a sua avaliação da prova? Estava bem elaborada?



2) Você considera que os conhecimentos obtidos na universidade foram suficientes para resolvê-la satisfatoriamente?



3) A prova cobria todas as disciplinas do currículo de RI de maneira igual? Ou houve o favorecimento de algumas em detrimento de outras?



Nós, do Urbi et Orbi, esperamos ansiosamente por sua opinião, seja ela anônima ou identificada.

Crédito da Foto: Getty Images.

sábado, 30 de agosto de 2008

"Estou me formando. E agora?"

Não tenham dúvidas de que esta é a mais autobiográfica das minhas postagens. E não é para menos: estou no oitavo período do curso de Relações Internacionais, com a "água" da monografia batendo no pescoço e me perguntando sobre o que farei depois de formado.

Estar no oitavo período do curso de RI, ou seja, a menos de seis meses de ganhar o canudo (essa parte ficou meio estranho, não é mesmo?), é uma sensação complexa. Por um lado, é muito agradável saber que em breve não precisarei mais passar pelas catracas (ensino privado tem dessas coisas!), aturar a pedagogia medieval de alguns professores, tolerar os desmandos da instituição e, com isso, poderei alçar vôos maiores. Sob um outro prisma, porém, já me traz melancolia e nostalgia perceber que estou na "terceira idade" do curso. Como participei do Centro Acadêmico da minha faculdade e conversei com muitas pessoas sobre isso, pude detectar alguns sintomas desta velhice:

1) você não está mais na vanguarda festeira do seu curso, isto é, você não está mais empenhado em organizar trotes, festas e churrascos;
2) você deixou de conhecer a maioria das pessoas da faculdade e não sabe o nome das muitas que já conhece (cumprimenta-as no corredor com os clássicos "fala grande" ou "como é que está doutor?"); e
3) você não é mais convidado com tanta freqüência para os churrascos, que passaram a ser organizados pelos mais calouros.

Ter a "água" da monografia batendo no pescoço não é agradável para ninguém. Isto não é novidade. É neste momento que nós internacionalistas, com a nossa flexibilidade e tolerância, devemos transcender a noção do tempo e nos privarmos de algumas de nossas necessidades fisiológicas -- calma!, estou me referindo somente ao sono -- em nome de um bem maior. Sinceramente acredito que esforços como este enobrecem o ser humano.

O que farei depois da formatura? Eis a pergunta que não quer calar. Academia, diplomacia, iniciativa privada, consultorias, ONG's, organizações internacionais? Muitos autores dizem que uma das causas do mal-estar da "pós-modernidade" (adoro estes termos-coringa!) é justamente esta fartura de opções.